Inspirar mulheres a ingressarem na área de tecnologia: conheça a história da Dev Front-end Ana Maria Silva 

Nesta 11ª entrevista do #CompartilhaMercado, o bate-papo foi com a Ana Maria Silva, Cientista da Computação e Dev Front-end

Dev Front-end Ana Maria Silva

Para quebrar o paradigma de que o mercado de tecnologia é apenas para homens, nada melhor do que ver mulheres incentivando outras mulheres a entrar na área. 

A Cientista da Computação e Dev Front-end Ana Maria Silva é uma dessas entusiastas que compartilham conhecimento e apoiam a inclusão de mulheres na tecnologia. 

Além de atuar como desenvolvedora Front-end, Ana é uma influenciadora tech e usa o Instagram para mostrar um pouco da sua rotina como Dev e também para ensinar e incentivar pessoas que querem começar na área.

Embora todos possam aprender com Ana, seu foco principal é na formação de mulheres, afinal, o número de mulheres na área de tecnologia ainda é pequeno, quando comparado com os homens. 

De acordo com a Thoughtworks, consultoria global de tecnologia, embora o número de profissionais do sexo feminino tenha aumentado no Brasil, ainda há uma discrepância em relação aos homens, que representam 68% contra apenas 31,7% de mulheres. 

Inclusive, um dos estereótipos para explicar a presença maior de homens se dá na preferência deles para a área de exatas. Mas Ana fugiu dessa curva e sempre gostou de números, dados e tecnologia.

“Estudava em escolas públicas e fazia cursos gratuitos, e por gostar de informática, após ter feito cursos básicos na área, decidi prestar vestibular para Engenharia e para Informática”, comenta.

A iniciativa e o empenho de Ana garantiram a ela uma aprovação na UERJ – Universidade pública do Rio de Janeiro. Lá, ingressou no curso de Ciência da Computação e, após concluir, fez uma pós-graduação em Ergodesign de Interfaces.

O aprendizado não para nunca 

Pensa que acabou por aí? Um dos pontos cruciais para se manter na área de tecnologia e ter sucesso é a busca constante por conhecimento. 

Tendo consciência disso, a desenvolvedora continuou se aperfeiçoando e fez uma pós em Tecnologias e Inovações para Web. Atualmente, ela faz outra pós-graduação em Análise e Projeto de Sistemas na PUC-Rio. 

Ela conta que costumava acompanhar sites, blogs sobre notícias da área e acabou se  identificando pelo desenvolvimento web front-end e é por isso que segue buscando ainda mais conhecimento nesta área.

Antes mesmo de concluir a graduação, Ana já estava trabalhando com desenvolvimento e atualmente é Analista de TI.

Embora esteja no mercado há alguns anos, ela se considera uma iniciante por aprender todos os dias. 

“Eu aprendo a cada dia com as novas tecnologias e a criação de conteúdo. Busco saber mais sobre a área da computação e sempre procurei fazer cursos e formações voltados para o desenvolvimento para me manter conectada com assuntos ligados ao front-end”, salienta.

Desafios como dev front-end

A parte de front-end costuma ser uma das preferidas por quem pretende começar na programação. 

Porém, para quem acredita ser o caminho mais fácil, saiba que há desafios e requer bastante conhecimento. 

Ana destaca que a missão do profissional de dev front-end é construir uma interface que seja amigável ao usuário, permitindo que ele alcance seu objetivo ao utilizar a plataforma desenvolvida.

Segundo ela, a ideia é sempre buscar proporcionar a melhor experiência para o usuário. “O desafio é desenvolver páginas que atendam às diretrizes de acessibilidade e usabilidade permitindo o acesso de todos ao seu conteúdo, utilizando boas práticas e recomendações”, enfatiza a analista. 

E se você sonha em entrar no mercado de tecnologia como desenvolvedor(a) front-end, já anota as dicas da Ana sobre as principais linguagens: 

“Utilizo a base do front-end: HTML5, CSS3 e JavaScript, frameworks CSS e PHP para integração com back-end. Me identifico com as tecnologias do front-end que permitem proporcionar a melhor experiência do usuário com responsividade, usabilidade e acessibilidade”.

Programadora e influencer 

Mesmo com uma rotina de trabalho bastante atribulada como desenvolvedora front-end, Ana se organiza para produzir conteúdo para o seu instagram.  

E engana-se quem pensa que as tarefas nas redes sociais consistem apenas em compartilhar breves momentos do dia. Para criar conteúdo para o seu perfil do Instagram, por exemplo, Ana busca estudar sobre o assunto e compartilhar ferramentas úteis que utiliza em seu meu dia-a-dia como desenvolvedora.

Ela confessa que gostaria de poder se dedicar mais à página no Instagram, mas nem sempre é possível atender as demandas da criação de conteúdo como convites de palestras e parcerias, devido ao tempo com trabalho e estudos.

Porém, ela salienta que tem aprendido muito com a página e com os feedbacks positivos que tem recebido de seus seguidores. 

Além de compartilhar o que aprende em seus estudos de TI, Ana aproveita o Instagram para divulgar iniciativas para mulheres a partir de referências que lhe inspiram até hoje.

Para ela, a parte mais gratificante de criar conteúdo nas redes sociais é poder compartilhar, incentivar e motivar mais pessoas a ingressarem na tecnologia, e também divulgar iniciativas que promovam mais mulheres no setor. 

“É maravilhoso poder ajudar, de alguma forma, na formação de pessoas iniciantes na área e contribuir com conteúdos voltados para mulheres para incentivar que elas estejam cada vez mais presentes nas diversas áreas da tecnologia”, reforça.

Dicas para os iniciantes 

Como pontos fundamentais para quem pretende começar na área, a desenvolvedora salienta a importância de estudar as linguagens que são a base do front-end: HTML, CSS e JavaScript, assim como treinar lógica de programação e praticar com exercícios, disponibilizando seus projetos em um portfólio, como o GitHub. 

“Assim que for avançando os estudos, é essencial estudar sobre algum framework front-end e comandos de versionamento do GiT. E principalmente, manter-se atualizada e estar em comunidade de desenvolvedores para interagir e compartilhar conhecimento com devs de outras áreas”. 

Tendências do mercado 

Ana aponta como tendência o React, que tem sido muito utilizado em projetos. Ela acredita que seja uma das tecnologias que têm sido mais buscadas e utilizadas atualmente. 

Ela observa também que a área de Ciência de Dados está crescendo muito, e estudos com a linguagem Python. Portanto, fique atento se você quer começar com o pé direito! 

Enquanto continua se preparando e buscando sempre se capacitar na área, Ana segue firme na profissão e confessa ter o sonho de contribuir com a comunidade de desenvolvedores através da criação de conteúdo e a partir de sua história.

“Quero poder ajudar e inspirar mais mulheres na tecnologia. Meu sonho também é me aperfeiçoar ainda mais na área, me especializando cada vez”.

Ela finaliza com uma mensagem pra lá de necessária:  

“Mais do que aperfeiçoar suas habilidades técnicas, é importante também conhecer e desenvolver suas soft skills. E não se compare, trilhe sua história e persista nos seus objetivos pessoais e profissionais!

Gostou de conhecer um pouco da história da Ana Maria Silva? Aproveite para seguir a Cientista da Computação e Dev Front-end no Instagram


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